O câncer de mama é o tumor maligno mais comum na população feminina e sua incidência aumenta com a idade. Nos últimos anos, tem sido observado um aumento progressivo do número de casos, também, em mulheres mais jovens. Atualmente, é o tipo de câncer mais frequente em mulheres em idade reprodutiva. Cerca de 15 a 25% das pacientes com câncer de mama encontram-se no período pré menopausa e cerca de 7% possuem menos de 40 anos de idade no momento do diagnóstico, o que levanta inúmeras preocupações e grande atenção no que se refere à fertilidade desse grupo de mulheres.

Menos de 10% das mulheres que desenvolvem câncer de mama antes dos 40 anos têm filhos após o diagnóstico, embora os resultados de pesquisas sugiram que cerca de metade delas considerem o desejo de ter uma gravidez.

O adiamento progressivo da maternidade, por razões profissionais ou sociais, contribui ainda mais para que a questão da fertilidade seja valorizada no contexto oncológico. Muitas pacientes que sobrevivem ao câncer de mama enfrentam a infertilidade depois da quimioterapia, sendo que a preservação da fertilidade representa um fator importante na manutenção da sua qualidade de vida.

Historicamente, o tratamento do câncer é focado na erradicação da doença, sem grande valorização da fertilidade da paciente. A Sociedade Americana de Oncologia Clínica já emitiu recomendações oficiais alertando sobre a possibilidade de infertilidade decorrente do tratamento de câncer e sobre a importância de se abordar a preservação da fertilidade em pacientes tratadas durante a idade reprodutiva.

Sabemos que o desejo inicial de toda mulher com o diagnóstico de câncer de mama é o da cura. Entretanto, ultrapassado o tratamento, a vida familiar continua e o desejo de uma gravidez pode ressurgir. O tratamento quimioterápico, principalmente, acarreta efeitos deletérios na função ovariana, podendo gerar distúrbios menstruais, infertilidade e antecipação da menopausa.

Um grande estudo realizado, há poucos anos, verificou que cerca de 25% das pacientes que foram encaminhadas para tratamento cirúrgico de câncer de mama tinham interesse definitivo em ter filhos e 25% estavam em dúvida. Informações sobre como o tratamento do câncer pode comprometer a fertilidade e como isso pode ser minimizado devem, portanto, ser obrigatórios para essas pacientes.

Assim, a preservação da fertilidade assume uma grande importância na vida de um grupo selecionado de pacientes jovens com câncer de mama e que desejam constituir prole. O enfoque na preservação da fertilidade em pacientes com câncer vem crescendo cada vez mais e é extremamente importante que os profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento tenham conhecimento dos procedimentos existentes para este fim, permitindo a correta abordagem, discussão e intervenção apropriada.


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