Isabel Ângela Margarida Bowes-Lyon, também conhecida como “A Rainha-Mãe”, foi esposa do rei Jorge VI e rainha consorte do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte de 1936 até 1952. Isabel declarou que o segredo de sua longevidade era um “cálice” de gin todos os dias.

O gin foi criado na Holanda por Franciscus Sylvius de La Boe, como um remédio para o auxílio de curas nos rins. Durante muito tempo usou-se essa bebida de uma forma unicamente medicinal, porém as pessoas, mesmo após estarem curadas, continuavam a consumi-la. Com o tempo, teve um aumento significativo de álcool, chegando a 47,50 GL.

Quando a bebida chegou à Inglaterra e ao Reino Unido, no século XVI, ficou conhecida como “Dutch Corage”. Logo, o paladar britânico gostou e aprovou, tanto que se tornou rapidamente uma bebida popular. No século XVIII, o gin já era conhecido como “a ruína das mães”, uma fama nada boa. O seu consumo exagerado levou o Governo Britânico a criar vários decretos e restrições.

O consumo de gin era tão elevado, que o artista William Hogarth, que já havia produzido “A rua da cerveja” produziu também “A travessa do gin”. Daí então foi só ladeira abaixo com o governo inglês, que criou uma lei – conhecida como o Ato do Gin – para tentar reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.

ENTÃO O GIN CONHECEU A TÔNICA

Para homenagear o rei era comum levantar copos de gin com tônica. O gin para lembrar-se da terra natal e a tônica para proteger o corpo de indesejáveis mosquitos, isso graças às propriedades medicinais do quinino, extraído da casca de uma árvore chamada Quina.

Alguns acreditam que é fácil fazer um “Gin Tônica” e, para mim, é por esse motivo que é tão fácil de errar na receita. Atualmente com uma grande variedade de gin e tônicas, podemos ousar em nossos drinks, os gins com seus novos botânicos, frutos, chás e tantos outros ingredientes inusitados, que nos surpreende os sentidos, por isso é muito comum ouvir a seguinte observação: “O Gin Tônica mudou, saiu daquele copo long drink, e se alojou em copos antes usados somente para vinhos nobres, os copos Bordeaux e Borgonha”.

Essa mudança deve-se a um extraordinário chefe de cozinha, chamado Ferran Adrià, que incomodado com o seu Gin Tônica em um copo pequeno de long drink, que não aplacava a sua sede, então teve a ideia de solicitar a troca para um copo de Bordeaux. Bastou ser fotografado e, alguns pequenos depoimentos quanto à sua preferência, para a novidade espalhar para os quatro cantos do mundo.

Então, amigos leitores, quando forem pedir o seu Gin Tônica, mude sua forma de solicitar este nobre drink, chame-o de G&T, e surpreenda seus sentidos, com as especiarias e frutas frescas e tônicas de sabores maravilhosos.   

Algumas dicas que podem fazer o seu Gin tônica mais gostoso são:

• Use gelo de alta qualidade, e use gelos gelados! (sim, é possível que um gelo seja mais gelado que outro).

• Corte o limão na hora. Ingredientes frescos são essenciais.

• Use uma água tônica de qualidade e deixe-a bem gelada.

• Por último, o gim deve ser de qualidade. O coração de um bom Gin Tônica é o gim. Não arrisque.

Esta é uma sugestões de um G&T


G & T NÚMERO

INGREDIENTES

• 50 ml de Gin Seagers Silver

• 150 ml de tônica

• 2 fatias de pepino

• 6 grãos de zimbro

• 1 casca de limão siciliano

MODO DE PREPARO

Em um copo bordeaux, coloque o gelo, o gin, a tônica e misture bem. Finalize com o pepino, o zimbro e a casca de limão.


Livro Derivan Ferreira de SouzaDerivan Ferreira de Souza
Barman

Revista Ipê