O lúdico é uma atividade prazerosa que resulta em raciocínio lógico, perspicácia, estratégia e equilíbrio emocional.

Para o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), a inteligência se constrói a partir da atividade motriz das crianças. Os jogos devem ser variados, pois cada criança os percebem conforme o seu estágio de desenvolvimento. Por natureza, ela está continuamente ativa; e esta necessidade de movimento a leva a pegar objetos que estão ao seu alcance. Aos poucos, vai se adaptando ao mundo social: pais, irmãos, familiares, babás e outras crianças em razão de seus interesses afetivos e cognitivos. Nesta fase entra o lúdico. A ludicidade como uma educação horizontal. Manipulando brinquedos e peças, a criança se diverte, interage com seus colegas e entra no círculo da convivência.

O lúdico não é para impor regras, mas é uma oportunidade para ampliar o autoconhecimento e o reconhecimento da sua posição no espaço e no tempo referente ao seu grupo social. Os jogos são valiosos na facilitação do processo de socialização, de comunicação e de construção do pensamento – são uma ferramenta indispensável à aprendizagem – começando no lar, sendo intensificador na Educação Infantil prologando-se até o final de Educação Básica. Nada deve ser isolado: os jogos devem ser contextualizados.

É necessário que os professores elaborem proposições que exijam “desafios” em sua disciplina ou nos conteúdos interdisciplinares. Vivemos numa sociedade complexa que requer raciocínio rápido e competência para enfrentarmos as dificuldades diárias. Os processos seletivos e os testes psicotécnicos apresentam “desafios” para ingresso no mercado de trabalho ou para outras decisões importantes.

Quanto aos jogos eletrônicos e videogames, os pais e os educadores devem orientar os seus usuários. Esses games devem ser conhecidos e monitorados pelos responsáveis.

Somos seres em movimento e temos capacidade de criar condições para discernirmos o que é correto e o que é incorreto. Optemos, portanto, pelos jogos que melhorem a nossa qualidade de vida, isto é, que tenhamos um projeto positivo para nossas crianças, adolescentes e educandos. Saibamos fazer escolhas acertadas.


FICHA TÉCNICA

Terezinha Monteiro

Especialista em Educação, formada em Pedagogia (Administração Escolar, Supervisão Escolar, Magistério das disciplinas Pedagógicas do 2º grau) no atual Centro Universitário de Lavras.

Possui pós-graduação em Metodologia do Ensino de 1º e 2º graus na Faculdade de Filosofia e Letras Nossa Senhora de Sion, em Campanha/MG e aperfeiçoamento de Supervisores de escolas no Instituto de Educação, em Belo Horizonte/MG.


PorTerezinha Monteiro
Foto: Daniel Rocha Fotografias

Revista Ipê