Nutrição é coisa séria e como ciência que é, não admite modismos e achismos, não merece ser vulgarizada.

Em tempos de muito se falar em alimentos, dietas, estratégias variadas para isso ou aquilo, em restrições ou exclusão de determinados grupos ou tipos de alimentos, em atingir a almejada forma física num piscar de olhos, ocorreu-me uma reflexão acerca da nossa atuação como profissionais de nutrição.

A ciência da nutrição cresce a cada dia e o conhecimento está disponível para aqueles que o desejam e que o procuram. Refiro-me aqui ao conhecimento de fato, obtido pela ciência, com ética, critérios e seriedade. É natural que, com a expansão e o crescimento de uma área ou assunto, haja um bombardeio de informações potencializado pela acessibilidade, possibilitada pela tecnologia virtual.

Sim, indiscutivelmente o resultado é muito positivo, uma vez que isso colabora para o engrandecimento da profissão, para o aumento da conscientização por parte da população e incentivo à busca por capacitação e atualização profissional. Entretanto, uma questão importante tem sido motivo de atenção e preocupação para nós como responsáveis legítimos pela aplicação da ciência da nutrição.

Parece óbvio, mas na prática não tem sido tão óbvio assim! Se nosso carro tem problemas onde o levamos? Se nosso animalzinho não está bem a quem recorremos? Se algo nos incomoda na boca a quem procuramos? Se somos acometidos por uma doença por qual profissional optamos? Se desejamos fazer adequações alimentares para ter saúde, buscar complementação nutricional para o tratamento de alguma patologia ou simplesmente mudar o corpo, que tipo de profissional deveríamos procurar?

Nutrição é coisa séria e como ciência que é, não admite modismos e achismos, não merece ser vulgarizada. Praticar nutrição não é simplesmente retirar glúten, leite, tomar suco detox, adicionar whey protein no brigadeiro para poder “comer sem culpa”, consumir “8” ovos por dia, cápsulas de godiberry, de fibras, de ômega 3, chás diuréticos e “termogênicos”, shakes disso ou daquilo, dietas low carb, paleolítica, cetogênica, suplementos esportivos com atribuições milagrosas, batata doce e peito de frango como únicas fontes de carboidrato e proteína saudáveis… entre várias outras comumente praticadas.

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O planejamento nutricional adequado ou ideal DEVE contemplar estratégias para promover a saúde permanentemente, sem ter prazo para acabar (salvo em casos especiais), adequado à rotina, às condições financeiras, ao ambiente geral e, principalmente, ao status físico, hormonal e nutricional do indivíduo. São muitas as variáveis que implicam e determinam as melhores estratégias a serem tomadas pelo nutricionista para o alcance dos objetivos desejados. Estar bem nutrido significa oferecer nutrientes necessários ao equilíbrio orgânico, traduzido na forma física ideal ao somatotipo (biotipo), ausência de doenças relacionadas à nutrição, ter energia vital, saúde emocional, sexual (sim, nutrição tem a ver com isso também!) e, assim, longevidade. A atenção aos micronutrientes – vitaminas e minerais e aos compostos bioativos – antioxidantes e antinflamatórios – são tão importantes quanto o consumo de carboidratos, proteínas e lipídios para o equilíbrio orgânico e isso não pode ser negligenciado nem desvalorizado!

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A complexidade do nosso organismo EXIGE uma ação conjunta entre os vários profissionais da saúde, cada qual com seu grau de importância e abrangência que cada especialidade permite! Assim sendo, é um privilégio podermos contar com todos os conhecimentos que as ciências da saúde nos proporcionam. Busque SEMPRE um profissional que preencha requisitos básicos de formação, aprimoramento e atualização. Seu corpo e mente merecem esse cuidado, com critério, bom senso e responsabilidade.

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Fotos: Daniel Rocha Fotografias

Revista Ipê