Lavrenses participaram da Dupla
Travessia dos Andes – do Chile à Argentina

O ciclismo vem crescendo e alcançando cada vez mais adeptos da prática esportiva. Pensando nisso, o setor de turismo tem ampliado as ofertas de passeios que envolvam o cicloturismo, já bastante conhecido no exterior, em especial na Europa, e que começa a se tornar relevante no Brasil e América do Sul.

Os lavrenses Marcelo Souza, Fernanda Figueiredo, Fernando Naves e Rojana Decetti contam como foi a experiência de participar da “Dupla Travessia dos Andes”, passeio realizado neste ano no Chile e Argentina, percorrendo 280 quilômetros em sete dias, cruzando a Cordilheira dos Andes nos pasos Huahum e Carririne.

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O passeio teve como ponto de partida a charmosa cidade de San Martin de Los Andes à beira do lago Lácar, onde fica a casa de Javier e da Adventure Store, responsáveis pela organização e condução do passeio. Cinco guias acompanharam os 24 ciclistas do Brasil que se encontraram para essa aventura. Eles relatam que tudo foi muito bem organizado, com hotéis reservados, jantares, transporte das bagagens, segurança e suporte total às magrelas. Foi preciso apenas pedalar, fazer amigos e contemplar a natureza.

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“Após um dia de pedal de aquecimento, partimos para a primeira travessia, saindo de San Martin para alcançar o lago Pirihueicoapós, em 59 km, totalizando em cinco horas e 820 metros de ganho de elevação. Nesse dia, fomos apresentados ao clima patagônico com toda sua intensidade, ventos fortes, campos abertos, matas fechadas e um estradão para encerrar o dia margeando lagos da patagônia. Cruzamos o lago de balsa, pegamos os carros de apoio e chegamos à Choshuenco para um jantar de confraternização”, contam.

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No terceiro dia, eles percorreram 27 km na região da reserva biológica de HuiloHuilo, com céu aberto, acompanhados pelo vulcão Choshuenco, campos de margaridas e trilhas na mata, chegando a intensas cachoeiras de água esmeralda. Finalizaram o dia descansando do pedal e curtindo um rafting radical no rio Punahue.

Também fizeram o trajeto de Choshuenco até Liquine, guiados por um nativo, que os levaram a paisagens lindas, muita subida e um visual incrível nas montanhas de Liquine próximas ao Vulcão Villarica. Tudo isso ocorreu no terceiro dia de aventura. Como recompensa pelo esforço, eles finalizaram o passeio na casa de uma família Mapuche, com um cordeiro patagônico e boas cervejas. “Como cicloturismo não é só pedalar, após o retorno para o hotel, ainda fomos conhecer as Termas Geométricas e suas piscinas naturais com águas aquecidas”, comentam.

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Já no quinto dia, as condições climáticas não colaboraram e tiveram que ir para Pucón de carro, fazendo apenas um pequeno passeio para conhecer a região rural e algumas cachoeiras. Noite livre para jogar conversa fora, conhecer a cidade e seu potencial gastronômico. “O sexto dia teria sido dedicado à subida do vulcão Villarica, porém as condições climáticas novamente não colaboraram, quando estávamos quase alcançando nosso objetivo fomos obrigados a retornar. No alto da montanha, a Patagônia se revelou hostil com chuva, fortes ventos e temperaturas negativas”, relatam.

Mas, no último dia, no retorno do Chile para a Argentina, pedalaram 50 km, margeando cinco lagos. “Cada um mais incrível que o outro. Foi um pedal de despedida da Patagônia, feito de forma lenta, permitindo contemplar seus lagos, sua beleza, adentrar mata adentro conversando e refletindo”, destacaram.

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Para quem gosta de pedalar, fica a dica para conhecer melhor os roteiros de cicloturismos disponíveis, assim como para avançar na criação de novos roteiros em nossa região. No Brasil, os mais famosos são: Circuito Vale Europeu (SC), Estrada Real (MG, SP e RJ), Chapada Diamantina (BA), Vale dos Vinhedos (RS) e Serra da Mantiqueira (MG e RJ).

Aventure-se!!!

Revista Ipê