Com índices de mortalidade cada vez mais significativos, as doenças cardiovasculares chamam a atenção para a importância de se adotar medidas de prevenção e controlar os fatores de risco, tais como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, etilismo, estresse, obesidade e sedentarismo.

dr-afonso-celso-cardiologistaAtualmente, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido a doenças do coração. E em sua maioria sem nem mesmo ter o primeiro atendimento. Por isso, manter uma dieta saudável (com pouca gordura e sal, além de rica em frutas e verduras), praticar exercícios físicos e evitar o estresse é fundamental, sendo um grande passo para evitar os problemas cardíacos.

É válido ressaltar que a cardiologia tem avançado cada vez mais. Hoje, além dos tradicionais tratamentos, como troca de válvulas, revascularização miocárdica cirúrgica e tratamento clínico, há também a angioplastia transluminal intracoronária, que permite uma reabilitação bem precoce.

 

FATORES DE RISCO:

Fumo: Um fumante ativo tem o dobro de risco de ter um ataque cardíaco, e até quatro vezes mais o perigo de morrer subitamente. Além disso, as chances também aumentam com relação ao fumante passivo.

Colesterol elevado: Os riscos de doença do coração aumentam na medida em que os níveis de colesterol estão mais elevados no sangue, podendo ainda se agravar pela idade e pelo tipo de alimentação.

Pressão arterial elevada: Com a pressão elevada, o coração realiza um trabalho maior, com isso vai hipertrofiando o músculo cardíaco, que se dilata e fica mais fraco com o tempo, aumentando os riscos de um ataque cardíaco. A elevação da pressão também aumenta o risco de um acidente vascular cerebral, de lesão nos rins e de insuficiência cardíaca.

Sedentarismo: Exercícios físicos regulares, moderados a vigorosos têm um importante papel em evitar doenças cardiovasculares. A atividade física também previne a obesidade, a hipertensão, o diabete e abaixa o colesterol.

Obesidade: A obesidade exige um maior esforço do coração, por isso também pode desencadear um acidente vascular cerebral ou uma doença cardíaca, mesmo na ausência de outros fatores de risco.

Diabetes: Mesmo se o açúcar no sangue estiver sob controle, o diabetes aumenta significativamente o risco de doença cardiovascular e cerebral. Dois terços das pessoas com diabetes morrem de complicações cardíacas ou cerebrais.

Idade: Quatro entre cinco pessoas acometidas de doenças cardiovasculares estão acima dos 65 anos. A partir dos 40 anos deve haver realização de exames periódicos de saúde.

Histórico familiar: As pessoas com antecedentes familiares devem começar a se prevenir mais cedo, pois filhos de pessoas com doenças cardiovasculares têm uma maior propensão para desenvolverem essas patologias.

 

FIQUE POR DENTRO

  • Doenças cardiovasculares: são todas as doenças do coração e sistema sanguíneo (artérias, veias e vasos capilares). Geralmente, são provocadas pela acumulação, durante anos, de gordura na parede dos vasos sanguíneos.
  • Doenças cardiovasculares mais frequentes: enfarte do miocárdio, angina de peito, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial e aterosclerose.
  • Sintomas que sugerem ao médico doença cardíaca: dificuldade em respirar, mesmo em repouso; sensação de aperto no peito, que pode irradiar até o pescoço ou braço esquerdo durante o exercício físico; alterações do ritmo cardíaco e pernas inchadas.
  • Tratamento: realizado com medicação para diminuir o esforço e aumentar a força do músculo cardíaco e consequentemente baixar a pressão arterial.

É importante procurar um médico cardiologista ainda nos primeiros sintomas. A partir do diagnóstico, ele indicará o tratamento correto.

 

Revista Ipê