O advogado lavrense Dr. Franciso Rodarte é homenageado pela Câmara dos Vereadores

Por Marina Alvarenga Botelho
Fotos: Divulgação


Lavras é assim: aquele tipo de cidade pequena e aconchegante que tem muita gente boa. Muitos ficam marcados na história. Francisco Rodarte, carinhosamente conhecido por “Chico Rodarte”, é uma dessas pessoas – pai de família, avô, advogado e com uma trajetória de vida única, marcada por realizações e conquistas em diversas esferas.

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Por tudo que ele fez por nossa cidade, porque sempre tratou todos sem distinção, que recebe, em agosto de 2016, duas homenagens póstumas. A primeira é pela Câmara dos Vereadores de Lavras. De acordo com o presidente da Câmara, Luciano “Tilili”, “o que nos levou a escolher o nome do Dr. Francisco para o prédio da Câmara de Lavras foi por ele já ter sido vereador e por possuir respaldo moral e político na cidade. Foi um homem íntegro, que sempre lutou pelo certo”. Já a segunda é pela Caixa de Assistência dos Advogados, em Belo Horizonte.

TRAJETÓRIA

dsc08640Francisco nasceu em Lavras, filho de Rodartino Rodarte e Umbelina Alvarenga Rodarte, em 1930. Estudou na Escola Estadual Firmino Costa e também no Instituto Presbiteriano Gammon. Obteve sua primeira graduação em 1960, em Direito, pela Faculdade de Direito Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Formou-se também, no mesmo ano, em jornalismo e foi orador oficial da União Nacional dos Estudantes (UNE), na mesma época em que era presidida pelo atual ministro José Serra.

Já de volta a Lavras, sua cidade natal, o advogado e jornalista não mediu esforços para defender seus valores e crenças. Foi advogado militante na esfera criminal, com consagrada atuação no Tribunal do Júri.

Em 1964, casou-se com a então Miss Lavras, Sônia Aparecida Monteiro Rodarte, com quem teve quatro filhos: Nise, Nieta, Neto e Négis. Vieram também a ser avós de sete netos e netas: Diogo, Maryna, Gabriel, Nayra Andrade Rodarte, Mariana, Maria Paula, Bruno e Laís.

Fez parte também da história do Rotary Clube de Lavras, tendo sido sócio, fundador e presidente da casa. Candidatou-se a deputado estadual, ao lado de Tancredo Neves, em 1972, sendo até hoje, na história da cidade, o candidato mais votado em percentual. Na política, por aqui também deixou sua marca: foi candidato a vice-prefeito e foi vereador, prestando continuamente ajuda a entidades filantrópicas. As homenagens recebidas fazem jus a sua história.

 

Revista Ipê