Quando esgotar a cobrança amigável e partir para o judicial?

Apesar de, aparentemente, a crise econômica instaurada em nosso país nos últimos anos parecer estar sendo superada, é evidente que a inadimplência se mantém em todos os setores.

Essa inadimplência tem o efeito cascata, pois, na medida em que o consumidor final deixa de adimplir suas obrigações no prazo correto, causa um grande abalo no fluxo de caixa da empresa vendedora a qual, por sua vez, não consegue cumprir com suas obrigações perante seus fornecedores, fazendo então surgir uma cadeia de dívidas.

Deste modo, surgem as seguintes questões: Qual a melhor forma de agir perante um cliente inadimplente? Ser tolerante, tentar novos acordos extrajudiciais ou partir para as brigas judiciais?

Sem sombra de dúvida, pode-se dizer que essas perguntas passam ou já passaram pelo cotidiano dos empresários brasileiros, que se veem na situação entre perder um cliente ou figurar como réu em uma ação de cobrança.

Assim, a melhor solução é fazer essas cobranças por etapas, onde, num primeiro momento, poderá ser feita através de ligações para os clientes, ou envio de cartas e e-mail.

Caso não seja eficiente essa “primeira fase”, o segundo passo é contratar um advogado, para que sejam feitos acordos extrajudiciais eficientes, com confissões de dívidas, novos prazos e garantias, etc.

Ainda assim, não sendo suficiente as duas etapas anteriores, a medida que se impõe é que, imediatamente após o insucesso das tentativas, recorra-se ao Poder Judiciário, através de ações de cobrança, monitoria, execução, etc.

Vale ressaltar que as duas primeiras fases devem ser feitas o mais rápido possível, sob pena de ter seu direito prescrito.

Diante do exposto, podemos concluir que, nos dias atuais, é indispensável a toda empresa fazer valer e discutir contratos, executar títulos ou se defender de ações de cobrança e afins, podendo propor ações, reaver, revisar, proteger e assegurar seus direitos, sendo pró-ativa buscando soluções ao caso concreto, e não ficar esperando a crise passar ou jogar a toalha achando que uma dívida é irrecuperável. Para tanto, é necessário a presença de um bom profissional na área de advocacia.


Vital Advocacia

 • Henrique N. Torres
OAB/MG 173.526

• Paulo Vitor M. Souza
OAB/MG 174.192

• Pedro Henrique A. Pereira
OAB/MG 175.204


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Foto: José Henrique 

Revista Ipê