Conheça sua história e curiosidades

Foram 13 anos de muitas quermesses, doações familiares e muito suor da população para concluir a construção da Paróquia Sant’Ana de Lavras, que celebra seus 100 anos de fundação.

Corria o ano de 1904 e a população já clamava por um templo maior que atendesse o grande número de fiéis. Na ocasião, o pároco era o empreendedor Severo Malaquias, que tinha adquirido um terreno que oferecia todas as condições necessárias para a execução da planta da nova igreja.

No dia 29 de junho de 1904, exatamente no dia de São Pedro, foi colocada a primeira pedra que servia de base para a construção. Essa grande obra passou por alguns problemas durante os primeiros anos, chegando a ser interrompida por um determinado tempo, mas contou com o esforço de todos para sua conclusão. Até que no dia 9 de setembro de 1917 aconteceu a primeira missa de inauguração.

Para celebrar os 100 anos da obra, o templo foi todo iluminado. A árvore de luzes tem 50 metros de altura e pode ser vista de várias partes da cidade. “O nosso intuito é celebrar com alegria e fé esta festa e motivar a comunidade católica a assumir um novo jeito de ser igreja, anunciando Jesus Cristo com muito ardor missionário, visando uma renovação paroquial, onde a palavra de Deus seja o principal caminho para a verdadeira conversão pessoal e pastoral”, comenta o padre Cristiano F. de Assis.

Curiosidades da Igreja
Matriz de Sant’Ana

• Mais de 130 mil missas já foram celebradas na Igreja Matriz de Sant’Ana.

• Há três sinos em sua torre, sendo dois festivos e um fúnebre. Um deles veio dos Estados Unidos.

• A Igreja Matriz de Sant’Ana é toda feita de tijolos. Como na época o cimento era algo de luxo, para a base da construção foram utilizados trilhos de trem, de barras maciças de ferro, e enormes pedras.

• O altar principal foi adquirido na Itália, em 1928. Na época, o padre deu um valor de entrada ao escultor italiano e retornou a Lavras. Posteriormente chegou uma carta do artista dizendo que não era preciso pagar o restante, pois gostaria de contribuir com a nova Igreja.

Revista Ipê