O vírus HPV é o vírus associado à imensa maioria dos casos de câncer de colo de útero, um dos mais frequentes cânceres ginecológicos e que ainda tem, apesar das campanhas e da realização de exames preventivos, alta incidência na população brasileira.

Mais de duzentos sorotipos diferentes desse vírus são encontrados na natureza, sendo que dezenas deles podem acometer o trato genital feminino e causar desde pequenas lesões facilmente tratadas a formas graves de acometimento, como o câncer de colo uterino, que acomete, principalmente, mulheres jovens, entre 18 e 40 anos de idade, com incidência aumentada também em torno dos 50 aos 55 anos de idade. Trata-se, portanto, de um vírus que acomete mulheres desde a adolescência e muito tem se falado, nos dias de hoje, sobre suas repercussões.

A transmissão do vírus HPV ocorre por via sexual, constituindo-se, provavelmente, na doença sexualmente transmissível mais comum na atualidade. Após a entrada no organismo, o vírus pode ser combatido pelo sistema imunológico ou atingir as células alvo, especialmente as da região vulvo-vaginal e as do colo do útero. Nesse caso, pode haver um processo infeccioso e até alterações mais profundas que, se não forem tratadas, poderão evoluir para lesões graves e um câncer. Vale lembrar que a maioria das infecções causadas por esse vírus são prontamente combatidas pelo sistema imunológico, com as células do colo do útero retornando a seu estado de normalidade.

As principais consequências de uma infecção genital pelo HPV que não foi controlada pelo sistema imune são o desenvolvimento de verrugas na região vulvo-vaginal, de lesões pré-cancerosas no colo uterino e do câncer do colo do útero. Além dessas, outras menos frequentes são o câncer de vulva, vagina e ânus. As lesões externas podem ser percebidas pela mulher , entretanto as lesões internas, que acometem o colo uterino, só podem ser detectadas pelo exame ginecológico e pela realização do exame preventivo. Daí a importância do exame ginecológico periódico feito por toda mulher após início de sua vida sexual.

À medida que a medicina evolui, novos estudos vão sendo realizados, com o objetivo de oferecermos, às nossas pacientes, a melhor opção terapêutica, com os menores inconvenientes possíveis e tratamentos seguros e apropriados. A maneira mais segura de prevenção contra o HPV constitui-se no uso de preservativos e, notadamente, na vacina contra HPV. Existem, atualmente, dois tipos de vacinas, que atuam contra os principais subtipos do vírus. A eficácia da vacinação chega a índices próximos de 100% e sua utilização tem sido amplamente recomendada em todo o mundo, sendo aprovada por mais de 120 órgãos regulatórios de diversos países.

Importante frisar que, nos dias atuais, a decisão do tratamento e das medidas preventivas envolve, muitas vezes, uma decisão conjunta entre médico e paciente ou seu responsável, visto a existência de mais de uma opção terapêutica possível, ao invés da existência de uma conduta certa ou outra errada. Assim, toda mulher deve buscar as informações adequadas e ter participação ativa na decisão e na escolha da melhor opção para cada caso, sempre pensando na preservação da saúde da mulher, de sua fertilidade e na cura de sua doença.


dsc_0135HÉLIO HADDAD

Ginecologia – Obstetrícia – Ultrassonografia

Rua Dr. João Silva Pena, 71. Centro.

Lavras – MG. Tel: (35) 3821-1281

 

dsc_0140HÉLIO HADDAD FILHO

Ginecologia – Obstetrícia – Reprodução Humana

Rua Dr. João Silva Pena, 93. Centro.

Lavras – MG. Tel: (35) 3821- 2809

 

dsc_0128CÁSSIO FURTINI HADDAD

Mastologia – Ginecologia – Obstetrícia

Rua Dr. João Silva Pena, 71. Centro.

Lavras – MG. Tel: (35) 3821-1281

 

Revista Ipê