Burn out do inglês, “queimar por dentro”, “consumir-se”, deu origem ao termo burnout descrito como um sentimento de fracasso e exaustão causado por um excessivo desgaste de energia e recursos internos.
É considerado um risco ocupacional para profissões que envolvem cuidados com a saúde, a educação e os serviços humanos.

Assim sendo, a Síndrome de Burnout é um fenômeno psicossocial relacionado ao contexto laboral resultante do estresse crônico, típico do cotidiano do trabalho. É caracterizada pela exaustão emocional, despersonalização e falta de realização pessoal que em casos extremos pode levar à perda total da capacidade laboral. As ocupações de mais risco são aquelas cujas atividades estão direcionadas às pessoas e que envolvam contato muito próximo, de cunho emocional. Os fatores de risco para o desenvolvimento do Burnout são dispostos em quatro dimensões, que são relativas à organização, ao indivíduo, ao trabalho e à sociedade.

Os sintomas podem ser subdivididos em físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos e suas consequências podem atingir o indivíduo nos níveis pessoal, organizacional e social. De forma geral, os sintomas são inúmeros e podem ser facilmente confundidos com depressão ou síndrome da fadiga crônica. Distúrbios do sono, enxaqueca, queda e branqueamento dos cabelos, infecções virais constantes, alergias, suspiros profundos e constantes, redução da libido, disfunção sexual masculina, alterações menstruais, falta de concentração, memória ruim, pensamento lento, impaciência, desânimo, labilidade emocional, palpitações, hipertensão, fadiga excessiva, dores no corpo e perturbações gastrintestinais são alguns dos sintomas mais frequentes. Vale lembrar que o diagnóstico é feito por profissionais habilitados considerando os vários aspectos que caracterizam a síndrome.

Mas onde a nutrição funcional entra nesse contexto? A resistência corporal ou celular ao estresse só pode ser mantida até que ocorra a exaustão. A tolerância ao estresse é fisiológica e é ele que impõe as adaptações necessárias à nossa sobrevivência. Tal processo foi didaticamente dividido nas fases: I de Alarme, onde os recursos orgânicos são mobilizados, II de Adaptação, onde os recursos mobilizados são utilizados, e III da Exaustão, onde as reservas são depletadas e NÃO regeneradas, instalando-se assim um processo inflamatório celular desencadeado pela excessiva produção de radicais livres decorrentes do estresse crônico. Assim sendo, o fornecimento de nutrientes que atuem no combate ao processo inflamatório, possibilitando maior atividade do nosso sistema destoxificante e antioxidante, aliado às estratégias psicológicas como relaxamento, meditação, planejamento da vida pessoal, prática de exercício físico, atenção à religiosidade e/ou espiritualidade são descritas como tratamento da Síndrome de Burnout!

É a Nutrição Funcional como uma estratégia valiosa contra mais um distúrbio do mundo moderno!! Antene-se! Procure sempre profissionais atualizados e preocupados com seu bem estar geral!


Rita de Cássia Oliveira

Nutricionista

Pós graduada em Nutrição Clínica Funcional e Esportiva Funcional

Av. Silvio Menicucci (Perimetral),1800, Lavras/MG

(35) 3826-2889 / 98833-7388

Revista Ipê